24 de nov. de 2025
A Black Friday traz oportunidades e riscos. Confira orientações práticas do Grando Limberger para identificar fraudes, proteger seus dados e comprar com segurança jurídica.
A temporada de grandes promoções, como a Black Friday, é um momento aguardado por muitos consumidores e empresas que buscam oportunidades de compra. No entanto, o aumento no volume de transações digitais traz também um crescimento nos riscos de fraudes e golpes online.
No Grando Limberger, acreditamos que a tecnologia e o comércio digital devem ser pontes para facilitar a vida, e não fontes de dor de cabeça. Por isso, a informação clara é a sua principal ferramenta de defesa.
Saber identificar sinais de perigo e adotar posturas preventivas pode evitar transtornos financeiros e proteger seus dados pessoais. Abaixo, detalhamos como navegar por este período com segurança e prudência.
1. O perigo mora no clique: atenção aos links
A maioria dos golpes digitais começa com um senso de urgência. Promoções "imperdíveis" que chegam por e-mail, SMS ou mensagens de aplicativos muitas vezes escondem a prática de phishing, que é a criação de sites falsos que imitam grandes lojas para roubar dados.
Para se proteger, a regra é simples: evite clicar diretamente em links promocionais desconhecidos.
Ao ver uma oferta, abra o navegador e digite o endereço oficial da loja.
Verifique se o site possui o protocolo de segurança (o cadeado ao lado do endereço e o início "https").
Desconfie de URLs com erros ortográficos ou nomes estranhos.
2. Proteja seus dados no momento do pagamento
A segurança jurídica e financeira de uma compra depende da proteção dos seus dados. Em ambientes digitais, fornecer informações excessivas é um sinal de alerta. Uma loja precisa apenas dos dados essenciais para faturamento e entrega, desconfie se pedirem informações sensíveis que fogem a esse padrão.
Além disso, prefira sempre o uso do cartão virtual. Disponível na maioria dos aplicativos bancários, ele gera uma numeração temporária ou específica para compras online. Caso o site seja comprometido, o risco fica isolado, protegendo o saldo da sua conta principal e o limite do seu cartão físico.
3. Preço muito baixo: o alerta clássico
O Código de Defesa do Consumidor protege o comprador, mas o bom senso continua sendo um grande aliado. Ofertas com preços muito abaixo da média do mercado (ex.: produtos com 80% ou 90% de desconto fora de queimas de estoque justificadas) costumam ser iscas para golpes.
Se parece bom demais para ser verdade, redobre a atenção. Pesquise a reputação da loja em sites de reclamação e verifique se a empresa possui CNPJ ativo e canais de atendimento claros.
4. Atenção é a melhor defesa
A pressa é inimiga da compra segura. Golpistas contam com a impulsividade do momento para que detalhes importantes passem despercebidos.
Adotar uma postura de "atenção plena" na hora da compra, verificando o site, usando meios de pagamento seguros e desconfiando de vantagens exageradas, é a forma mais eficaz de garantir que a Black Friday seja um momento de boas aquisições, e não de prejuízos.
5. E se o pior acontecer? O que fazer ao cair em um golpe
Mesmo com todo o cuidado, fraudes podem acontecer. Se você perceber que foi vítima de um golpe online, a agilidade na resposta é fundamental para tentar minimizar os prejuízos.
O primeiro passo é bloquear imediatamente os meios de pagamento envolvidos (cartão de crédito ou conta bancária) entrando em contato com a sua instituição financeira. Em seguida, reúna todas as provas possíveis: salve comprovantes, tire prints das conversas, das telas da oferta e das URLs do site falso. Essas evidências são essenciais.
Também é importante registrar um Boletim de Ocorrência (que em muitos estados pode ser feito online) para formalizar o fato.
A análise jurídica do caso: muitas vítimas não sabem, mas, dependendo de como o golpe ocorreu, pode haver responsabilidade objetiva de plataformas de venda, instituições financeiras ou intermediadores de pagamento que falharam em seus deveres de segurança.
Como cada situação possui detalhes técnicos e jurídicos específicos, não existe uma "receita única". O ideal é submeter o caso à análise de um de nossos advogados, que poderá verificar a viabilidade de buscar ressarcimento ou reparação judicialmente.
6. Conclusão
Compreender os riscos do ambiente digital é o primeiro passo para agir com segurança. Acreditamos que o consumo consciente e protegido é um direito de todos.
No entanto, se mesmo adotando as medidas preventivas e emergenciais que citamos, você ainda enfrentar prejuízos ou uso indevido de seus dados, não deixe de buscar seus direitos. A análise de um profissional é o caminho mais seguro para buscar a devida reparação.
Caso você tenha passado por alguma situação de fraude digital ou precise de orientação sobre seus direitos como consumidor, nossa equipe está à disposição para analisar seu caso com clareza e responsabilidade.
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